Mulher de 74 anos, hipertensa em uso regular de anti-hipertensivo, procura atendimento ambulatorial por fadiga progressiva e dispneia aos médios esforços há cerca de quatro meses. Refere dieta onívora, com consumo regular de carnes, ovos e laticínios, nega etilismo e tabagismo e relata sedentarismo. Há dois anos, realizou endoscopia digestiva alta para investigação de dispepsia, cujo estudo histopatológico evidenciou gastrite atrófica de corpo gástrico. Nega perda ponderal, sangramento exteriorizado, alteração do hábito intestinal ou uso de suplementos vitamínicos.
Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, hipocorada (2+/4+), anictérica, eupneica em repouso, com frequência cardíaca de 92 bpm e pressão arterial controlada. Ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações, abdome sem visceromegalias. O exame neurológico é normal, com força muscular preservada, reflexos profundos simétricos, sensibilidade vibratória e proprioceptiva preservadas em membros inferiores, marcha sem ataxia e rastreio cognitivo sem déficits.
Na investigação inicial de anemia macrocítica no idoso com fator de risco para má absorção, o hemograma confirma anemia com volume corpuscular médio elevado, sem outras citopenias relevantes. A dosagem sérica de vitamina B12 encontra-se abaixo do intervalo de referência do ensaio.
Durante a consulta, a paciente relata desconforto acentuado com aplicações intramusculares e dificuldade de deslocamento frequente, pois reside em área distante da unidade de saúde. Refere boa adesão aos medicamentos de uso contínuo, com apoio de familiar que reside no mesmo domicílio e auxilia na organização dos horários das tomadas. Questiona se haveria alternativa não injetável e como seria avaliada a resposta ao tratamento. Diante dos dados clínicos e laboratoriais, a hipótese diagnóstica principal é deficiência de vitamina B12 associada à gastrite atrófica.
Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão de médicos.
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Considerando as evidências atuais sobre as vias de reposição de cobalamina, qual a conduta mais adequada para esta paciente?
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