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Endocrinologia16 junho 2026

Recomendações para aferição e confirmação bioquímica de Hipogonadismo de 2026

Neste artigo apresentamos um resumo das diretrizes da Associação Europeia de Urologia para diagnóstico bioquímico do hipogonadismo masculino

O hipogonadismo masculino é alvo de grandes estudos nos últimos tempos, principalmente dado ao crescente uso indiscriminado da testosterona para fins de ganho de massa muscular, melhora de performance e antienvelhecimento.

Cada vez mais se estuda sobre o seu diagnóstico, sua sintomatologia e indicações de tratamento. Recentemente, foi publicado um resumo sobre as principais recomendações de aferição e confirmação diagnóstico bioquímico de hipogonadismo da Associação Europeia de Urologia sobre Saúde Sexual e Reprodutiva (SRH). Vamos ver o que temos de informações.

Recomendações para aferição e confirmação bioquímica de Hipogonadismo de 2026

Introdução

O hipogonadismo masculino é uma condição clínica caracterizada por níveis circulantes de testosterona total baixos associados a sinais e sintomas compatíveis com a deficiência.

A dosagem de testosterona total não deve ser feita de modo rotineiro para todos os homens, mas sim naqueles nos quais a suspeita da deficiência se faz presente pela sintomatologia a exemplo: disfunção erétil, redução da libido, cansaço, insônia, entre outros.

Apesar de os principais consensos exigirem critérios clínicos e laboratoriais para confirmação diagnóstica do hipogonadismo masculino, ainda há muitas dúvidas sobre os imunoensaios, o papel da testosterona livre e da SHBG.

Baseado nessa relevância, o presente artigo tem como objetivo fornecer orientações atualizadas do Painel de Diretrizes de Saúde Sexual Reprodutiva (SRH) da Associação Europeia de Urologia (EAU), oferecendo uma interpretação crítica dos aspectos técnicos na confirmação bioquímica do hipogonadismo masculino durante o envelhecimento de forma a padronizar estratégias clínicas e de pesquisa para terapia com testosterona quando indicada.

Leia também: Posicionamento brasileiro sobre hipogonadismo masculino: tratamento

Metodologia/Resultados

Em base de dados eletrônicas, foram pesquisados nos principais guidelines da SRH e da EAU as melhores recomendações quanto ao assunto: diagnóstico bioquímico do hipogonadismo masculino.

Uma recomendação muito forte é a importância da dosagem de testosterona total em jejum e no período entre 7-10 A.M. Antigamente, tolerava-se até 11:00 A.M. Outra forte recomendação é de que níveis menores que 12 nmol/L ou aproximadamente 350 ng/dl continuam sendo o corte para hipogonadismo masculino clínico.

O cálculo da testosterona livre, níveis de SHBG e níveis de albumina devem ser feitos quando há condições que interfiram nos níveis de SHBG.

  • Condições que cursam com aumento da SHBG: medicações (anticonvulsivantes, estrógenos, hormônio tireoidiano, drogas anti-retrovirais), hipertireoidismo, HIV, Cirrose e hepatite, envelhecimento.
  • Condições que cursam com redução da SHBG: medicações (GH, glicocorticoides, esteroides androgênicos e anabolizantes), hipotireoidismo, obesidade, acromegalia, Doença de Cushing, Síndrome nefrótica e resistência insulínica.

Conclusões

A confirmação bioquímica precisa do hipogonadismo masculino requer procedimentos de amostragem padronizados e imunoensaios validados.

A modificação mais importante a ser ressaltada é a redução do limite superior de horário da coleta do exame de sangue de 11 para 10 horas da manhã.

Os níveis de testosterona total continuam sendo o padrão-ouro, porém a dosagem de testosterona livre tem papel de importância nos casos de condições que alterem a SHBG.

Autoria

Foto de Juliane Braziliano

Juliane Braziliano

Editora médica na Afya. Graduação em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Residência de Clínica Médica pelo Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE). Residência de Endocrinologia e Metabologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Atuação na Afya e em consultório particular, além de telemedicina.

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Referências bibliográficas

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