Uma idosa de 62 anos, portadora de doença hepática crônica avançada (Child A5, MELD 6), hepatite B crônica e MASLD, em contexto de obesidade grau III (IMC 40,8 kg/m²), hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia, realizou endoscopia digestiva alta (EDA) para investigação de dispepsia com sinal de alarme (anemia ferropênica).
A propedêutica culminou com o diagnóstico de linfoma de células B de zona marginal MALT gástrico associado à gastrite crônica pelo H. pylori. Ressonância magnética de abdome demonstrou aumento numérico de linfonodos perigástricos e periportais.
Seis meses após a terapia de erradicação do H. pylori, confirmada por meio de teste respiratório, foram repetidas a EDA e biópsias gástricas. À ocasião, notou-se lesão esbranquiçada na grande curvatura do corpo, estrelada e com enantema adjacente, medindo aproximadamente 2,5 cm e condicionando amputação e convergência de pregas. Foram realizadas múltiplas biópsias da lesão, bem como amostragem de antro e corpo gástrico para pesquisa de H. pylori, que revelou infiltrado linfoide denso, com agressão linfoepitelial focal, achados compatíveis com doença residual responsiva (rRD), além de negatividade para a bactéria.


Qual é a conduta recomendada para a paciente do caso de linfoma MALT, que apresenta “Doença Residual Responsiva” (rRD) e pesquisa negativa de H. pylori na biópsia de controle?
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