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Endocrinologia30 maio 2025

CBOSM 2025: Diretriz - Prevenção de doenças, sarcopenia e risco cardiovascular

Confira o que a nova diretriz de tratamento farmacológico da obesidade 2025 aborda.

No primeiro dia do Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica (CBOSM), tivemos a primeira aula que abordou a proposta da nova diretriz de tratamento farmacológico da obesidade 2025. Alguns dos principais especialistas na área, abordaram as várias vertentes do tema. 

Seguindo com os palestrantes da aula,  a segunda parte convidou o Dr. Rodrigo Manier que aborda prevenção de doenças com o tratamento farmacológico para Obesidade. 

Estilo de vida associado ao tratamento farmacológico

Uma das recomendações é de que pessoas com sobrepeso/obesidade e pré-diabetes, devam realizar o tratamento farmacológico para obesidade em conjunto com mudanças de estilo de vida  como forma de prevenir ou postergar a evolução para DM2 e reduzir risco cardiometabólico. 

 Leia também: A primeira parte da aula que apresentou a nova diretriz

Outro foco importante da aula foi sobre a avaliação de sarcopenia. É recomendado que pacientes com sobrepeso/Obesidade com mais de 60 anos sejam avaliados para o risco de sarcopenia a exemplo de testes realizados na própria consulta, como o teste da cadeira ( conseguir levantar da cadeira sem apoio mais de 5x em 30 segundos) e o teste de caminhar 10 metros em menos de 20 segundos  ou com o dinamômetro para avaliação de força muscular, devendo ser maior que 16 kg em mulheres ou 27 kg em homens.  

Obesidade sarcopênica

Sendo assim, para pacientes com diagnóstico de obesidade sarcopênica, o tratamento conjunto com exercício de força e aporte nutricional deve ser considerado, visando redução de perda de massa muscular. Seguindo a palestra, o Dr. Alexandre Hohl aborda doenças cardiovasculares. 

A nova diretriz recomenda que pacientes com sobrepeso/obesidade sem DM2 e história de doença cardiovascular  bem estabelecida, sejam tratados com semaglutida na dose de 2,4mg/semana com objetivo de reduzir desfechos cardiovasculares. Já para os pacientes com sobrepeso/Obesidade, com insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada com ou sem DM2, devem ser tratados  com semaglutida ou tirzepatida. 

Obesidade e câncer

Dr. Alexandre também aborda a associação entre obesidade e diversos tipos de câncer, porém ressalva que ainda não há evidência científica que suporte que o tratamento medicamentoso reduza a incidência de câncer e, portanto, ele não deve ser recomendado com esse fim.  

Outras evidências pontuadas sobre tratamento medicamentoso de sobrepeso/Obesidade são melhora do hipogonadismo masculino secundário ao excesso de peso, apneia obstrutiva do sono, osteoporose e melhora dos desfechos hepáticos em pacientes com doença hepática esteatótica associada à disfunção Metabólica. 

Por fim, a palestra se encerra com um pilar muito importante no tratamento da obesidade: como o médico pode adotar estratégias que garantam a adesão ao tratamento farmacológico. 

Algumas medidas citadas foram: explicar ao paciente sobre o papel das medicações antiobesidade, comunicação com empatia e sem termos estigmatizantes, uso de linguagem positiva e motivacional com reconhecimento dos progressos do paciente, estímulo à decisões compartilhadas e acompanhamento continuado. 

Sendo assim, fica evidente como o tratamento de sobrepeso/obesidade é complexo dada a vasta gama de comodidades que podem estar associadas.  

Autoria

Foto de Juliane Braziliano

Juliane Braziliano

Médica formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Residência de Clínica Médica pelo Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE) Residência de Endocrinologia e Metabologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF) Editora Médica de Endocrinologia do Portal Afya e Whitebook

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