A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou um novo medicamento indicado para pacientes com doença de Parkinson avançada que apresentam flutuações motoras graves e debilitantes, especialmente nos casos em que os tratamentos convencionais já não oferecem resposta satisfatória. A nova terapia, registrada com o nome de Vyalev®, combina foslevodopa e foscarbidopa hidratada em uma solução administrada por infusão subcutânea contínua durante 24 horas por dia. O objetivo é reduzir as oscilações na resposta ao tratamento, comuns em fases mais avançadas da doença de Parkinson. Essas flutuações fazem com que o paciente alterne períodos de melhora importante dos sintomas com momentos em que a medicação perde efeito e os sinais da doença voltam a aparecer.
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Como o tratamento atua no organismo
A foslevodopa atua aumentando os níveis de dopamina no cérebro, substância essencial para o controle dos movimentos. Já a foscarbidopa potencializa a ação da medicação principal, ajudando a manter concentrações mais estáveis ao longo do dia.
O medicamento aprovado pela Anvisa utiliza um sistema de administração contínua justamente para evitar picos e quedas bruscas da dopamina, uma das principais causas das oscilações motoras observadas em pacientes com Parkinson avançado.
A estratégia pode contribuir para maior estabilidade clínica e melhora funcional em pacientes que convivem com tremores, rigidez muscular e dificuldade de locomoção.
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Doença afeta movimentos e funções cognitivas
A doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa crônica e progressiva causada pela degeneração de células cerebrais responsáveis pela produção de dopamina.
Com a redução desse neurotransmissor, o organismo passa a apresentar sintomas motores, como tremores em repouso, lentidão de movimentos, alterações posturais e rigidez muscular. A doença também pode provocar manifestações não motoras, incluindo depressão, alterações cognitivas, distúrbios do sono e perda do olfato.
O novo registro amplia as opções de tratamento disponíveis para pacientes em estágios avançados da doença de Parkinson, especialmente aqueles que já enfrentam perda importante de qualidade de vida devido às oscilações no controle dos sintomas.
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Autoria

Roberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.
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